quarta-feira, 22 de março de 2017

Honda CL 250 Mokka 03 - Mokka Cycles

A Mokka Cycles, de Budapeste na Hungria tem projetos muito interessantes e de excelente bom gosto.
A moto de hoje é uma Honda CL 250, a terceira moto que eles produziram.
Não vou destrinchar todos os detalhes até porque pelas imagens dá para ver as diversas mudanças feitas.
Apenas observem e se inspirem!









segunda-feira, 20 de março de 2017

Triumph T120 Black - Old Empire Motorcycles

A Old Empire Motorcycles já apareceu algumas vezes aqui no Garagem com o seu trabalho que é facilmente reconhecido. Trabalho esse que vem acompanhado de cores sóbrias, couro de primeira, geralmente marrom escuro, um trabalho pesado no chassi e algumas viagens estéticas que os diferem da maioria dos customizadores.
Algumas dessas ideias agradam a todos, outras nem tanto, mas é inegável que o trabalho deles é de primeira.
O último trampo dos caras é essa novissima Triumph T120 Black, que na minha humilde opinião é uma moto belíssima, que junta o design clássico das Bonnevilles com atualizações necessárias para nossos tempos.
Nesse projeto, tudo que não era essencial (na opinião da OEM) foi limado, retrovisores, farol, ponteiras, e um item que sempre é retirado dos projetos da empresa, o garupa.
Sim, em todos os projetos deles, as motos são feitas apenas para o piloto e ninguém mais.
Já que aqui o garupa não tem vez, o chassi foi encurtado para acomodar o banco mais curto, banco este que tem uma inclinação para que o piloto não "escape" nas acelerações, visto que algumas modificações foram feitas para apimentar o motor, como reprogramação da ECU, escapamento diretão, entre outras coisas.
As laterais perderam a tampa original e ganharam uma tampa de couro que pra mim não acompanham o trabalho restante na moto, parecendo um remendo (sim, sou chato).
A frente ganhou uma pequena carenagem no lugar do farol e o paralama dianteiro curto ficou mais alto, como uma cross. Os pneus também foram trocados, por um modelo misto.
A moto tem duas mudanças bastante "polêmicas", a primeira é a volta do carburador fake. Na T100, o modelo anterior da Bonneville, as motos já eram injetadas e tinham um carburador falso, que dava um visual mais old school a moto. Na linha mais recente, a T120 e a Street Twin, essa peça foi descartada em prol de um visual mais limpo. A Old Empire decidiu que visualmente era um detalhe legal. Não é algo que acrescente ou não ao projeto, mas eles acharam que ficaria legal.
Outra mudança foi o acelerador, a T120 tem o sistema fly-by-wire, ou seja, o acelerador eletrônico, sem cabos. Mas a OEM decidiu deixa-la mais "true" e voltou o sistema de aceleração via cabo. Algo bastante questionável ao meu ver, mas quem sou eu pra discutir o conceito dos caras.
A instrumentação é ao contrário dos outros itens retrôs, uma abordagem bastante moderna, com a instalação de um smartphone que mostra todas as informações necessárias ao piloto em sua telinha. O sistema é plug n play, tira-se o smartphone da moto e a mesma não tem mais instrumentação.
Em geral, a moto me agradou muito, tem um visual limpo, até um pouco agressivo. Algumas escolhas são questionáveis, mas é isso que torna as coisas legais, as diferentes abordagens e ideias que normalmente não pensaríamos em fazer, mas que a mente criativa dos customizadores vão lá e metem as caras.
Por isso esse mundo é tão fascinante!




sexta-feira, 17 de março de 2017

Review da Braveman Old Indian Single Pocket

Hoje apresento a você amigo do Garagem, um review muito bacana: Sobre a Braveman Single Pocket, a qual tive o prazer de usar por uns 3 meses antes de emitir um veredicto. Mas nesse review vou ir além de dizer se o produto é bom ou não, mas falar algo que há tempos queria escrever por aqui.
Mas antes vou falar da Braveman Handmade Leather Goods, que é uma empresa sediada em Brasília, que desde 2013 entrega produtos muito bacanas e que tem tudo a ver com a cultura cafe racer, kustom kulture, mas longe de um simples modismo.
Um produto que dá gosto de tocar.
E a Single Pocket Old Indian representa isso. É um produto retrô, como tantos por aí, mas a sua concepção é artesanal. Esse ponto a separa das quinquilharias, feitas em larga escala. Totalmente handmade. Ou seja, teve um cara que a faz uma a uma, com número de série e com as suas iniciais nela. Ou seja, ela é A SUA CARTEIRA. Da mesma forma que nós amantes do movimento da Kustom Kulture em geral, queremos uma moto exclusivamente nossa.
E o outro ponto que a distingue das quinquilharias é que a mesma pela sua simplicidade e material empregado, foi feita para durar. Daquelas coisas que vão ficar de herança para seus filhos, e talvez, seus netos possam usa-lá. Qualidade para isso ela tem.
Valendo 50 mangos.
Detalhe
Mas antes de ela ser do seu filho, você terá um longo trajeto com ela no uso. Então é necessário conhecer o conceito da single pocket, para quais situações ela é indicada e mesmo quando não é o caso de usa-lá.
A ideia dessa carteira e ser simples e pequena, não interferindo muito no seu look. Pode parecer besteira a muitos, mas quanto maior a carteira, mas ela interfere no visual, fazendo volume na calça. E apenas um detalhe, mas acredite, faz toda a diferença, tanto em fotos, como no seu visual, sem protuberâncias. 
A proposta é que quando você usar ela, leve apenas o essencial: CNH, alguns cartões e algumas notas de dinheiro. Eu no início confesso que apanhei um pouco para organizar as notas, mas depois que vi essa foto aí embaixo, entendi como é que faz.
Dessa forma, você abre mão do desnecessário, nem que seja por alguns momentos, como no passeio de moto no fim de semana. Obviamente que o tamanho reduzido trás algumas limitações: Quando você precisa carregar muitas notas de dinheiro (mais de 10) ou mesmo várias moedas, o tamanho reduzido dá um pouco mais de trabalho, sendo necessário usar os bolsos da calça ou mesmo colocar um pouco na mochila. Nesse caso, temos que aprender com as mulheres, que usam uma bolsa para cada situação.  Abaixo você pode conferir o unboxing da carteira Old Indian:


 Unboxing do Garagem Cafe Racer
Uma sugestão que dou para a Braveman é desenvolver uma versão com um centímetro a mais: Nesse caso, caberia o DUT da moto. No meu caso, eu uso um porta DUT no bolso sem problema nenhum. E como pilotar uma Cafe Racer: Você vai abrir mão de algo pelo estilo. Se quiser conforto, ande numa horrosa bagger.
O saldo do produto é que está super aprovado. Para comprar a sua ou conhecer mais modelos e produtos, basta clicar aqui

quinta-feira, 16 de março de 2017

GS 500 Cafe Racer

Sempre achei as GS 500 uma boa moto, mas também uma opção complicada para customizar.  Mas essa aí de cima está super acertada e não tiveram quer refazer toda a moto. Infelizmente não achei nada de informações sobre ela. Mas fica a referência.

domingo, 12 de março de 2017

CM 400 by Hide Brussels

Essa CM 400, que é praticamente a nossa CB 400 é um daqueles projetos polêmicos, que se ama ou se deixa de lado... mas é também daqueles que a personalidade é forte. 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Oficina Brat Style por Marcello Tamaro Yamaguchi

Marcello Tamaro Yamaguchi este rapaz que aparece na foto acima, já teve seu nome escrito nos anais (ui!) do Garagem Cafe Racer!
Ele é o feliz proprietário da CB 400 cuja imagem está abaixo desse parágrafo e cujo link da matéria deixarei aqui.
O supracitado viajou de férias para a terra do Sol nascente e como um amante da cultura custom, foi visitar uma das oficinas mais respeitadas mundialmente, a Brat Style criada em 1998 por Go Takamine. Abaixo, o texto é um relato feito pelo Marcello, aproveitem o texto e as fotos dessa belo lugar.
Estava no Japão de férias, mais precisamente na capital Tokyo e como um grande amante de motos, não pude deixar de conhecer uma das principais oficinas do segmento, a Brat Style (oficina que deu origem as motos no estilo Brat).
Como estava com alguns amigos e nenhum deles se interessa por motos, (nota do editor: troque de amigos Marcello, hehe) resolvi me aventurar sozinho pelas quebradas de Tokyo até a oficina.
Confesso que não foi uma tarefa fácil, a oficina estava localizada a uma hora do bairro que eu estava hospedado. No primeiro dia, choveu muito forte e depois de uma hora dentro do metrô, quando chego na estação, eis que me deparo com uma forte chuva e alagamento sem condições de ir andando por mais 15 minutos até a oficina. Portanto, frustrado, deixei para o dia seguinte.
Na manhã de quarta feira resolvi tentar novamente, acordei cedo e peguei mais uma hora de metrô. Após repetir todo o caminho novamente, com um baita frio, acabei chegando lá e para minha infelicidade a oficina estava fechada, pois é o provável dia de folga dos funcionários.
Como bom brasileiro que sou, resolvi insistir uma última vez e na quinta feira fiz o mesmo ritual, acordei cedo, metrô, caminhada no frio e finalmente, eis que me deparo com a oficina aberta, muitas motos na calçada e duas pessoas trabalhando na loja.
Fiquei um tempo admirando as Yamahas e Harleys lá fora, tirei algumas fotos e resolvi entrar. Fui bem recebido pelo Yuki, um dos funcionários da loja que foi solicito o tempo inteiro e por incrível que pareça, um dos poucos japoneses que encontrei em Tokyo que falava um inglês de fácil entendimento.
Falei para ele que era do Brasil e ele ficou super animado, deixou tirar algumas fotos e tirava todas as dúvidas que eu tinha em relação as motos. Vi que a loja tinha uma escada, então resolvi perguntar se era possível subir, pois a parte da oficina era no segundo andar. Yuki subiu, falou com o chefe dele e voltou falando que eu só podia ir ao terceiro andar, onde tinham mais algumas motos, pois o andar da oficina estava em reforma.
Subindo lá pude ver várias das motos que eles montaram, em sua maioria em um estilo próprio, meio brat, meio tracker... e outras em andamento onde eles estavam fazendo o banco por exemplo. Vi que eles usam o mesmo método que os brasileiros, com fibra de vidro e até os tanques das motos também são feitos em fibra.
O que Yuki me falou é que a oficina não seguem muitas regras, misturam pneus de trilha em motos urbanas, as vezes um Firestone Avon atrás e um outro pneu diferente na frente, etc.
Não vi nenhuma moto da Honda por lá, a grande maioria eram Sportsters e Yamaha's, eles gostam bastante das TX's. Sempre usando guidões altos, sem retrovisores, (não sei se é obrigatório ou não). Os bancos das motos, quando não usam os originais, são feitos por eles, mas o banco não chega até a curva do quadro, eles sempre deixam um espaço entre o banco e a curva. Nas Harleys, os bancos seguem os mesmos modelos originais só que bem mais finos. A grande maioria das motos não tinham velocímetros, eram bem dependas, mas tinham as setas e luzes.
Os preços das motos giram em torno de 700 mil ienes, ou 7 mil dólares.
Recentemente eles expandiram os negócios para a Califórnia, acredito que é porque eles ficaram muito conhecidos, mas como todos os japoneses, eles são muito humildes e tranquilos e tentam  te deixar o mais a vontade possível.
Espero um dia poder voltar lá e quem sabe dar um rolê com uma das motos.

Nota do editor 2 - Retorno.
Um muito obrigado ao Marcello pelo envio do texto e das imagens.
E você leitor? Quer enviar uma matéria legal para nós? Quer fazer criticas, elogios, mandar sugestões? Então mande para o seguinte endereço garagemcaferacer@gmail.com

E fiquem com mais algumas imagens das motos e da loja e oficina Brat Style.











Tecnologia do Blogger.