quinta-feira, 22 de junho de 2017

Conheça as Super Hooligans

A bola da vez, pelo menos nos EUA são as Super Hooligans: Motos inspiradas nas Flat Trackers, mas sem medo de serem potentes e pesadas. São usadas motos com Indian e Harley Davidson.
 Harley-Davidson XG750R: usa novo propulsor da linha 750cc
Indian FTR750 Dirt Track Racer
Muito do renascimento desse movimento passa pelas mãos do Roland Sands (RSD), que além de ser um customizador de mão cheia está organizando um campeonato desse estilo de moto.
Provavelmente mais cedo ou mais tarde teremos algo nesse estilo por aqui.  Acho bastante bacana e saudável esse renascimento das Trackers em roupagem vitaminada, que certamente dará um sopro de novidade ao mundo das custom V2

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Vídeo: 7 Galo Cafe Racer - Shibuya Garage

Muito bacana esse projeto realizado pela Shibuya Garage.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Momento Nostalgia: CB 450 Cafe Racer

Esses dias o usuário do Cafe Racer Brasil Gilberto Marquês postou uma foto dessa CB 450 feita pela Recar. Para os padrões atuais, é um projeto bem feito, mas sem nada de muito especial. Mas...

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Honda CB 750 - Ellis Brothers Garage

Belo projeto da oficina californiana Ellis Brothers Garage. Não é nada revolucionário em linhas gerais, mas mostra que um bom paint job faz muita diferença! Uma ótima fonte de inspiração.

terça-feira, 16 de maio de 2017

CB 400 Dirty Trick - Matthew Bender


Em 2014 eu postei essa moto. Mas nem de longe parece a boa moça que era.  Em tempos de restrições legais, um projeto desse dificilmente vá causar problemas (a exceção do escape...).

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Modificar as motos ainda é legal?

Bem amigos, estava devendo uma atualização sobre como anda a legislação referente a customização de motos, após a famigerada portaria do Contran 060/2017 que regula as modificações permitidas (LER OS ITENS 31 E 32. ANTERIORMENTE O ITEM 24 DA PORTARIA DE 2016 TRATAVA DISSO). Esta nova portaria, em sua amaldiçoada redação, praticamente PROÍBE toda a customização em motocicletas, exceto o sistema de iluminação, pneus e rodas. Ainda existem saídas para você customizar a sua moto legalmente, mas tudo ficou bem mais difícil e mais caro do que antes. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Cafe Killers: Que porra é essa?

O que seria uma Cafe Killer? Será que será os fim das Cafe Racer?

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Coloque um par de Webers e transforme qualquer maquina em algo foda

As Gold Wing são muito charmosas e bacanas, mas no geral a maioria dos projetos são bem caretas. Já essa da Krakenhead Customs é muito bem acabada

quarta-feira, 3 de maio de 2017

A mais foda das Royal Enfield - e nem é Cafe Racer.

Já que o assunto do momento é Royal Enfield, impossível deixar passar essa 350 em branco. É Royal mais bacana que vi, até o momento.
Uma bobber com tudo o que regra tradicional manda, mas também com alguns toques modernos. Cortaram e modificaram muito, mas o resultado do tamanho da modificação. Que moto! 
Mas como é Bobber, vou deixar para você ler mais no Pipeburn.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Royal Enfield - Test Ride!

Spoiler: A Royal Enfield é uma moto divertidíssima!
Sim, já dei o veredito logo de cara, mas isso é mais o importante? Quando vemos um filme, na maioria das vezes sabemos que o mocinho vai vencer o vilão e ficar com a mocinha. Portanto, o que importa não é tanto o final, mas sim a jornada, o que acontece no meio que leva até a conclusão da história.
Então saber que eu curti muito a Royal Enfield é só uma pequena fração do todo.
Pilotos e motos a postos para o começo do Test Ride
Sem mais delongas vou lhes contar como foi a jornada a Terra Média... digo, a Serra Negra com as motos da Royal Enfield.
Representando o Garagem Cafe Racer e o Cafe Racer Brasil, dia 25 de abril de 2017 saí da Boutique da Royal Enfield no número 2070 da avenida República do Líbano, indo direto para o Hotel Histórico Fazenda Dona Carolina em Itatiba, interior do Estado de São Paulo onde as motos da Royal Enfield estariam esperando para o Test Ride, não só eu é claro, mas jornalistas, vloggers, influenciadores, etc.
O trajeto era de 70 km de ida e mais 70 km de volta com os 3 modelos da Royal Enfield disponíveis, lembrando; a Classic, a Bullet e a Continental GT.
Pareço até gente na bela Royal Enfield Continental GT vermelha
O destino era o Hotel Pousada Shangri-la, na Serra Negra.
Após uma breve apresentação, orientações de segurança, regras e itinerário, seguimos para o local onde as motos estavam nos esperando. Lá estavam 19 modelos divididos entre os já supracitados.
Como o nome deste blog já diz, era óbvio que parti direto para a Continental GT, a cafe racer da RE, e por acaso peguei a versão com ABS, algo que será importante frisar mais para frente nesse texto.
Comboio saindo do Hotel, 'bora pegar estrada e avaliar a moto.
Caju da FF Motorcycles esmerilhou a Bullet pra testar a resistência da danada
A altura da mesma é boa, mesmo eu possuindo a estatura do Homem Formiga. Sim deu pé, ainda que levantando os calcanhares, mas aqui vale uma observação, tenho 1,66m e haviam outros ali que tinham a mesma altura, mas não só isso influencia em tocar o chão, mas também a grossura das pernas, essas mesmas pessoas com a mesma altura, tinham mais facilidade em tocar o chão pois suas pernas eram mais finas. As minhas coxas de ciclista não facilitaram minha vida.
Além disso, meus braços são como os dos Tiranossauro Rex, curtinhos, então fiquei no limite para segurar os semiguidões. Ficou desconfortável? Não, mas vale a observação.
Posição na Classic é ereta e confortável
Como estavamos em comboio, obviamente que não havia muito espaço para esticar com a moto, mas de qualquer forma, deu para brincar e experimentar a aceleração que era muito boa.
Um receio que tinha era quanto ao câmbio, não por ter ouvido falar algo de ruim ou qualquer coisa do tipo, mas sim porque a pouco mais de um mês fui atropelado por um ônibus quando andava de bike (calma, calma, o ônibus passa bem) e meu pé esquerdo ainda dói da pancada. Mas felizmente o câmbio é uma manteiga e passar as marchas foi tranquilo e nem lembrei que meu pé doía.
O torque da moto é ótimo, forte mas sem dar sustos. Como todos já sabem, não é uma moto que prima pela cavalaria mas que tem força para ultrapassagens com segurança.
Como a Continental GT é uma Cafe Racer, os semiguidões, ainda que fiquem acima da mesa e não fixados direto nas bengalas, cansam um pouco as mãos devido a posição mais avançada.
As pedaleiras também são levemente recuadas em relação aos outros dois modelos.
Uma sequência de aclives cheios de curvas serviram para testar a qualidade do chassi e dos freios e os dois passaram com louvor. A ciclística é bastante acertada e a moto é muito fácil de levar.
Chegando ao nosso destino, fizemos uma parada para fotos, almoçar e dar aquela esticada básica de pernas.
Royal Enfield Classic, a bela cromada sofre nessa poeira...
Na volta, peguei a Classic cromada que estava de olho desde que a vi no início do dia. Não sou um fã de cromados, mas essa moto toda cromada com faixas pretas eu tive que dar o braço a torcer, é linda! E pra mim, é um dos modelos mais interessantes para customização. Dá pra fazer miséria com ela, pode confiar! O trecho que rodei com a mesma foi curto e logo peguei a Continental GT novamente, só que desta vez na versão preta, também com ABS.
No começo do texto disse que o ABS da Continental GT seria importante, lembram? Pois bem, estava eu me divertindo, descendo por diversas curvas a 80 km/h, a moto é tão fácil de levar que acabei me empolgando demais e perdi o ponto da curva, erro crasso meu. O resultado foi positivo graças aos ótimos freios com ABS. Portanto, se você é um piloto novato ou mesmo um piloto experimentado que quer se divertir sem sustos, vai de ABS.
Túnel de Bambu em Morungaba
Após esse susto, voltei a pegar a Royal Enfield Classic, agora na versão azul fosca que também é muito bonita. Com ela rodei por volta de 50 km até o destino final.
A Classic é um pouco mais baixa, então facilita para nós que não fomos agraciados pela genética com a estatura do Kobe Bryant.
Na primeira Classic notei que o motor tinha uma batida irregular, já na segunda que estava com mais quilometragem, não senti isso e foram 50 km muito gostosos de rodar em velocidade que chegaram a 145km /h no velocímetro.
A posição de pilotagem é mais ereta, com os pés mais avançados que na Continental e com o braços mais relaxados. Definitivamente, na cidade e na estrada em viagens mais longas ela cansa menos que a mais racing GT.
A Continental GT negra o o piloto tarja preta...
Agora, vamos falar sobre a vibração. Em nenhum momento a vibração do motor monocilíndrico me incomodou, mas os espelhos retrovisores tremem bem em velocidades acima dos 70 km/h.
Sobre o acabamento das motos, das 4 unidades que andei, apenas um deles notei alguns problemas. A Continental GT preta já tinha a tinta das letras do miolo de ignição descascadas. Além disso, o velocímetro e contagiros, assim como as setas dianteiras deixaram umidade entrar. São coisas simples, que podem ser facilmente corrigidas.
No fim do dia, a sensação que ficou foi de que as motos são extremamente divertidas, gostosas de rodar e uma opção muito boa principalmente para aqueles que não tem tanta experiência com motos e não querem andar nessas motos comuns que vemos todos os dias em nossas ruas, utilitárias e nakeds com visual que fica rapidamente datado, cheias de plástico. São motos com cara de moto, bonitas, com força suficiente para rodar tranquilo na cidade e em viagens sejam elas curtas ou longas.
E o comboio segue feliz e faceiro para o fim de um ótimo dia
Após dizer então que adorei as motos e recomendo-as a pergunta final seria... dos três modelos, qual eu escolheria? Bem, não é uma pergunta fácil de ser respondida, a Bullet além de ser a mais barata, (18 mil) também é a mais racional estilisticamente, olhando pra ela, vejo facilmente customizações brats ali. A Classic, já é superestilosa, chama atenção de longe com seu visual do começo do século passado. Com certeza é uma moto de torcer pescoços e também pode ser customizada de forma bastante pesada ou deixada original, tanto faz, é linda (Royal Enfield, aceito a cromada, obrigado). Já a Continental GT, essa é uma moto excelente pra cidade, pra se divertir na estrada e também em pista. Lembrando que ela cansa um pouco por conta da posição mais racing, mas não é nada absurdo. Ela não tem velocidade final pra concorrer com motos acima de 300cc, mas tem um torque muito bom e um comportamento dinâmico que pode ser uma escola para quem não quer se aventurar ainda em motos assustadoramente super potentes e super caras. E claro, tem esse visual cafe racer sem gastar um centavo a mais. Mas se o feliz proprietário quiser, há muito espaço pra brincar e deixa-la com sua cara.
Mas como o nome desse blog não nega, a minha inclinação ainda é a cafe racer da Royal Enfield e a Continental GT foi a que eu mais curti pilotar.

sábado, 29 de abril de 2017

Opinião: O que esperar das Royal Enfield

Royal Enfield: Uma moto muito especifica para um publico muito especifico.
Há tempos comentei especificamente da Royal Enfield (R.E) Continental GT, mas que no fim das contas acabou praticamente nem aparecendo por aqui. Mas hoje vivemos tempos mais felizes (em termos de motos) e a Royal Enfield desembarcou no Brasil de forma oficial. Então o que esperar? É o que vou tentar comentar nos próximos parágrafos.
Royal Enfield: Lindas e polêmicas.
Fazia tempo que um lançamento não dividia tantas opiniões. Para uns, basta a beleza das motos, estas que preenchem uma importante lacuna no mercado: Motos com pegada realmente retrô, mas numa faixa de preço um pouco menor que as excelentes Triumph Bonneville e Ducati Scrambler. Lá fora estas são motos consideradas para iniciantes e de uso diário, mas no Brasil o custo das Triumph e Ducati acabam limitando um pouco o acesso ao grande público. É tão verdade que por aqui oficinas como a Bendita Macchina faturam bem vendendo motos pequenas customizadas com pegada retrô.
Já para os que não curtem as Royal, fatores como a baixa potência, o fato de ser monocilíndricas (e das vibrações que veem junto no pacote) e relatos de baixa qualidade no acabamento das motos fazem alguns torcer o nariz para a moto. E aí, o que é verdade nisso tudo?
McDonald's ou X-Carne?
Aqui em casa volta e meia rola essa discussão: Minha esposa ama McDonald's enquanto eu meio que acho mac bem meia boca no geral. Prefiro mil vezes um bom X-carne gaúcho. O fato é que a discussão de qual vai ser o jantar nunca vai acabar, da mesma forma que a discussão sobre a Royal: Podem falar que é manca, que vai tomar pau de CG 150 mexida, que com essa grana compra-se uma R3. Mas quem quer uma moto dessas, provavelmente vai estar se lixando para todos esses fatores técnicos. 
Maquina do tempo:
Na matéria que escrevi há alguns anos, usei esse termo, maquina do tempo. E de fato, apesar da injeção eletrônica e ABS, essas motos tem muito ainda do que era feito há mais de 50 anos. Obviamente, hoje em termos de tecnologia, temos motos bem mais avançadas, como as 300 cc 4T, batendo pra lá dos 40cv. Mas para os amantes das clássicas, a graça é ver as R3, Ninjinhas e CB 500 , que por melhores que e bem mais rápidas que sejam, irem ao encontro do esquecimento ao passo que uma Royal Enfield provavelmente vai ser uma moto cada vez mais foda com o passar do tempo. A moto já nasce uma clássica.
Idosa precoce ou coroa recauchutada?
O fato de nascer uma clássica, nesse caso trouxe também as caracteristicas (os defeitos ) de uma clássica. O que não chega a ser ruim, falando subjetivamente. Explico. Existem motos dinamicamente maravilhosas, como por exemplo a Yamaha XJ6. A moto anda bem, é confortável, super estável e numa volta, parece que a moto é sua há anos. Por ser tão perfeita, chega a ser chata, entediante, pois precisamos ser ases do guidão para chegar próximos de seus limites. Eu posso ser um maluco (uso um fusca como carro do dia a dia) mas gosto muito da experiência mais "mecânica"que maquinas com proposta antigas proporcionam. Acredito que haja mais gente como eu, que curta a característica mais roots do que uma moto supermoderna daquelas que nunca vamos atingir os seus limites.
A essência é a mesma.
Na minha visão, a Royal EM TESE trás o melhor dos dois mundos: Tem pegada retrô, mas sem os inconvenientes de uma moto antiga: prolemas mecânicos e o receio de se explorar a maquina ao máximo. Esses fatores são os que fazem muitos amantes das clássicas largarem de mão da brincadeira. E por mais que a Royal Lembre uma clássica, ela ainda é uma moto zero km, e que quem comprar uma, vai querer usa-lá. Caso a moto dê problemas, um bom pós-venda é necessário.
Pós-Venda é tudo! 
Pelo que pudemos ler na apresentação da moto, a operação aposta num conceito de grife, onde mais que uma loja de motos, a concessionária é um local onde aficionados pela marca se encontram (e serão fortemente tentados a gastar em belos acessórios, vestuários.... ). É o conceito de grife, onde se vivencia a experiência da marca (o tal do #motopurismo no caso da Royal Enfield). Caso a moto venha dar um ou outro probleminha é até benéfico": Um bom pretexto pra tomar uma cervejinha com os amigos que tem Royal e imergir no mundo Royal Enfield. Mas isso só vale se o atendimento for bom e o pós-venda e a disponibilidade de peças forem bacanas. (de preferência com preços pagáveis). Ir a oficina para espichar a transmissão, trocar óleo e alguma coisinha até é legal. Agora ir para concessionária para resolver problemas recorrentes e não ter um atendimento a contento pode por tudo água a baixo. Especialmente em São Paulo, "onde todo mundo se conhece".
Operação da Royal Enfield no Bra... em São Paulo.

O fato que esse modelo de negócio da Royal Enfield, é sustentável em poucas cidades no Brasil, infelizmente. São Paulo é um oásis da Kustom Kulture no Brasil, sendo que se vendem em bom número motos 125 customizadas quase pelo mesmo preço da versão Bullet. Aliás, esse mercado com a chegada da Royal pode dar uma bela estremecida. Os customizadores provavelmente terão que rever algumas das suas estratégias de negócio, caso a Royal faça o dever de casa certinho. Mas o fato é que a maioria dos amantes das Cafe Racers e clássicas que vivem longe dos grandes centros dificilmente vão ter a oportunidade de ver uma dessas ao vivo. Ao menos em curto e médio prazo.
Falando em Kustom Kulture...
As Royal Enfield são motos extremamente customizáveis, e mesmo que o proprietário decida mexer a motoca, dificilmente vá ter problemas em relação a fiscalização, pois na prática ninguém conhece a moto a fundo. E o Guilhes Damian mostrou que dá pra fazer muita coisa legal.  Nesse ponto, a motoca é uma tentação. Em breve alguém vai acabar picando uma e saberemos mais sobre a suas entranhas e como mexer ali.
Até a Bullet, que é a menos interessante, com pequenas modificações muda de cara
Motos tentadoras.
Talvez tudo possa dar errado. As motos podem dar problemas para caramba, o representante pode vir a pisar na bola (acredito que não, pois é gente experiente na área da motos que está tocando a operação). Mas o fato é que ao se olhar a moto, ela  é extremamente sexy. E quem rodou, gostou da moto (Não é mesmo Reginaldo?). Ou seja, é uma moto para se sonhar, sem sombra de dúvida. O preço, muitos julgam altos, mas eu considero justo. Pensando que uma CG 160 hoje custa perto de 10 mil. E no mercado de São Paulo, onde é uma cidade "onde gira grana", pagar entre a R$ 18.900,00 a R$ 23.000.00 é algo comum. Por exemplo, pagam mais do que isso em motos 250 cc customizadas. E a ideia de que ela é uma moto a moda antiga, feita a moda antiga (os caras pintam as faixas do tanque a mão!!!) me faz perdoar os pequenos defeitos de acabamento (quem tem visto a moto tem relatado isso).  Principalmente por que eu customizaria ela certo...
O Guigo do Canal Motorama: Estatura próxima a minha.  A moto fica no limite em termos de espaço
Se eu teria uma Royal?
Só posso dizer isso no dia em que colocar minhas mãos em uma! Hoje considero para mim, a Street Twin a moto ideal: Tamanho bom, potencia suficiente (Sou um racer de araque), econômica( !!!!) e linda. Porém, AINDA não pretendo gastar quase R$ 40 mil numa moto (R$ 41 mil na versão Street Cup). A Royal é uma opção interessante, pois custa praticamente a metade do preço. Se eu me sentisse a vontade no lombo de uma GT (como sou alto e pesado), e tendo um revendedor em Porto Alegre pelo menos, eu consideraria seriamente a possibilidade de ter uma.
O Guigo na GT. Até que a moto não some. Mas são motos ideais para gente de estatura mediana.
O veredito
O veredito não poderia ser melhor, levando em consideração tudo que escrevi aí em cima: Em um mercado que até poucos anos só tinha como opção customizar CB 400, a Royal é uma ótima presença! Que venham muito delas, bem como as Triumph, Ducati e quem sabe um dia as marcas "japas"decidam entrar no nicho e acirrar a disputa. Se o representante tocar a operação de forma séria e competente (sanando algum pequeno problema que possa aparecer), a expectativa é a melhor possível. Eu sinceramente torço demais pela marca!

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Buell XB Custom - Ask Motorcycles

Sempre que imaginei uma Buell customizada, foram raras as vezes que o resultado ficou uma merda. Essa aí de cima entra para o time de Buell's bem feitas. Mas a maioria continua sendo meio merda mesmo, mas fica provado que dá pra fazer algo legal com uma dessas... Matéria completa aqui.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Royal Enfield - Lançamento em São Paulo

A Royal Enfield aportou no Brasil oficialmente e a pergunta que fica é: vai vingar?
A resposta mais óbvia é: Ninguém sabe! Mas podemos ter algumas pistas analisando com cautela alguns pontos importantes que explicarei mais abaixo.
Antes disso, vou contar brevemente o que ocorreu no dia 21 de abril de 2017 data em que a coletiva de imprensa onde Rudratej Sing (Rudy), presidente da Royal Enfield, Arun Gopal, diretor de negócios internacionais da Royal Enfield e Cláudio Giusti, gerente-geral da Royal Enfield no Brasil apresentaram os planos da marca para São Paulo em um primeiro momento.
Arun Gopal, Rudratej Sing  e Cláudio Giusti respectivamente
Os três executivos contaram um pouco da história da marca, apresentaram números que toda apresentação do tipo pede, falaram sobre os planos para São Paulo inicialmente, onde a primeira boutique foi inaugurada. Sim, eu escrevi boutique, a ideia não é ser uma concessionária convencional, mas criar uma comunidade de pessoas que curtem a marca, que vestem a camisa (literalmente).

A linha de Gears vendida na Boutique Royal Enfield, tem muita coisa legal
Após as explicações veio a apresentação das motos momento em que as lombrigas já estavam ouriçadas. Os modelos que desembarcaram no Brasil foram 3, todas de média cilindrada com 500cc. São elas:
O modelo em produção mais antiga da história, a Bullet que começa em R$ 18.900, e está em produção desde 1931, claro que devidamente atualizado com o tempo mas sem perder o estilo. O motor é um monocilindrico de 499 cc, com injeção eletrônica e 27,2 BHP. A refrigeração é a ar e o câmbio tem 5 marchas, a partida é elétrica e a pedal, a moto tem peso de 194 kg e tanque para 13,5 litros para nossa gasolina adulterada. Apresenta um torque de 4,21 kgfm. E é a única que apresenta um banco para garupa de cara.
Royal Enfield Bullet
Em seguida vem a Classic, o modelo que tem mais variedade de acabamento e consequentemente, preços, começando pela Regular em R$ 19.900; Regular ABS em R$ 20.900; Desert Storm, Squadron Blue e Battle Green em R$ 21.000, e suas versões com ABS, Desert Storm, Squadron Blue e Battle Green em R$ 22.000.
O modelo tem um visual que instantaneamente me remete a Steve McQueen, um carinha aí que sou muito fã, que era ator, piloto de motos e carros, cabra estiloso e homão da porra nas horas vagas. A moto tem um visual clássico e apesar de aparecer em todas as fotos de divulgação como monoposto, a Royal Enfield vai entregar junto com a moto um banquinho para o garupa que é encaixado apenas com alguns parafusos. Esse era um item opcional, mas eles foram sábios em entregar esse item de série. A motorização é a mesma da Bullet, todos os dados da Bullet podem ser aplicados a Classic. Não iremos nos repetir, né?!
Royal Enfield Classic
Por fim, temos a Continental GT que vem em duas variantes, com e sem ABS, preços em R$ 23.000
e R$ 24.500 respectivamente. Aqui vai uma observação. Se a versão ABS das Classic adiciona R$ 1.000, porque a GT cobra R$ 1.500? A Royal Enfield poderia abater esses R$500 ou então elucidar essa questão. O modelo é o mais moderno da linha, e a referência visual é as super em evidência motos Cafe Racer. O motor sofreu algumas alterações sendo que possui 535 cc e rende 29,1 BHP, o restante da configuração é a mesma, 1 cilindro, refrigerado a ar com injeção eletrônica e um pouquinho mais de força, gerando 4,5 kgfm de torque e com um câmbio de 5 marchas. A partida é elétrica e a pedal, o peso, mais aliviado que as suas irmãs mais velhas é de 184 kg e o tanque apesar do desenho diferente tem os mesmos 13,5 litros.
Royal Enfield Continental GT
Nessa apresentação das motos, não pudemos andar nas mesmas, até porque isso ficará para a próxima semana e próxima matéria.
O foco aqui é entender o que a Royal Enfield veio fazer no Brasil, para isso, precisamos pensar em quem é o público da RE.
Vou botar meus neurônios deteriorados pra funcionar, se feder, me avisem. O público que a RE quer atingir não é o cortador de giro que acha que só moto 4 cilindros presta, também não é para o camarada que quer a moto apenas para trabalhar. Ainda podemos excluir aqueles que curtem um estilo de moto mais moderno, mas que vai querer trocar de moto em pouco tempo, visto que as motos de hoje ficam rapidamente datadas no quesito estilo. Exclui-se também os loucos por números de desempenho. Então quem resta? Ora meus céticos, sobra uma boa parcela de gente que quer ter uma moto de média cilindrada mas que não se importa com números, na verdade pessoas que querem uma moto tão fácil e amigável de pilotar quanto uma 150 cc, mas com potência suficiente para deslocamentos urbanos e pequenas distâncias de uma cidade a outra, mas que não seja confundida com nossas onipresentes utilitárias. Uma moto de tamanho mais imponente que uma pequena cilindrada e estilo atemporal. Vendo o número de pessoas que gostam de estilos retrôs e em como as fabricantes estão investindo em modelos cafe racer, scramblers e bobbers, não há dúvidas que existe demanda para as motos da Royal Enfield.
Os 3 modelos acima, exatamente nessas cores já estão prontas para os Test Rides
Para entenderem isto, é preciso andar na moto e a Royal Enfield tem estes 3 modelos acima e um pouco mais de 20 outros já emplacados em sua boutique para que todos possam fazer um Test Ride e entendam qual a filosofia dessa moto. Vi as motos, são bonitas, com estilo de sobra pra se diferenciarem e chamar atenção por onde passarem. Não é uma moto pra correr, mas sim desfilar.
Continental GT, minha preferida
A loja é bem legal, tem aquela inspiração Deus Ex Machina, com equipamentos de proteção e estilo muito bonitos. Capacetes, jaquetas, carteiras, camisas e camisetas, entre outros itens.



Continental GT verdinha, reparem que essa está com espelhos ponta de guidão
Cláudio Giusti, nos contou na coletiva, que a Royal Enfield trouxe uma extensa gama de peças de reposição que ficam em grande galpão, além de uma parceria relacionada a manutenção. Por fim, a garantia das motos é de 2 anos sem limite de quilometragem.

Para finalizar, espero que a estratégia da Royal Enfield seja acertada e que façam um grande sucesso no Brasil. Quanto mais players no país, melhor, principalmente para nós, consumidores!

Um agradecimento especial ao Leandro Cervantes e Pedro Carnachioni da CDI Comunicação Corporativa que fez o convite para a coletiva de imprensa e para o test ride.
E um segundo agradecimento ao Douglas Studzinski que me colocou nessa missão "difícil"...













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