sexta-feira, 21 de abril de 2017

Royal Enfield - Lançamento em São Paulo

A Royal Enfield aportou no Brasil oficialmente e a pergunta que fica é: vai vingar?
A resposta mais óbvia é: Ninguém sabe! Mas podemos ter algumas pistas analisando com cautela alguns pontos importantes que explicarei mais abaixo.
Antes disso, vou contar brevemente o que ocorreu no dia 21 de abril de 2017 data em que a coletiva de imprensa onde Rudratej Sing (Rudy), presidente da Royal Enfield, Arun Gopal, diretor de negócios internacionais da Royal Enfield e Cláudio Giusti, gerente-geral da Royal Enfield no Brasil apresentaram os planos da marca para São Paulo em um primeiro momento.
Arun Gopal, Rudratej Sing  e Cláudio Giusti respectivamente
Os três executivos contaram um pouco da história da marca, apresentaram números que toda apresentação do tipo pede, falaram sobre os planos para São Paulo inicialmente, onde a primeira boutique foi inaugurada. Sim, eu escrevi boutique, a ideia não é ser uma concessionária convencional, mas criar uma comunidade de pessoas que curtem a marca, que vestem a camisa (literalmente).

A linha de Gears vendida na Boutique Royal Enfield, tem muita coisa legal
Após as explicações veio a apresentação das motos momento em que as lombrigas já estavam ouriçadas. Os modelos que desembarcaram no Brasil foram 3, todas de média cilindrada com 500cc. São elas:
O modelo em produção mais antiga da história, a Bullet que começa em R$ 18.900, e está em produção desde 1931, claro que devidamente atualizado com o tempo mas sem perder o estilo. O motor é um monocilindrico de 499 cc, com injeção eletrônica e 27,2 BHP. A refrigeração é a ar e o câmbio tem 5 marchas, a partida é elétrica e a pedal, a moto tem peso de 194 kg e tanque para 13,5 litros para nossa gasolina adulterada. Apresenta um torque de 4,21 kgfm. E é a única que apresenta um banco para garupa de cara.
Royal Enfield Bullet
Em seguida vem a Classic, o modelo que tem mais variedade de acabamento e consequentemente, preços, começando pela Regular em R$ 19.900; Regular ABS em R$ 20.900; Desert Storm, Squadron Blue e Battle Green em R$ 21.000, e suas versões com ABS, Desert Storm, Squadron Blue e Battle Green em R$ 22.000.
O modelo tem um visual que instantaneamente me remete a Steve McQueen, um carinha aí que sou muito fã, que era ator, piloto de motos e carros, cabra estiloso e homão da porra nas horas vagas. A moto tem um visual clássico e apesar de aparecer em todas as fotos de divulgação como monoposto, a Royal Enfield vai entregar junto com a moto um banquinho para o garupa que é encaixado apenas com alguns parafusos. Esse era um item opcional, mas eles foram sábios em entregar esse item de série. A motorização é a mesma da Bullet, todos os dados da Bullet podem ser aplicados a Classic. Não iremos nos repetir, né?!
Royal Enfield Classic
Por fim, temos a Continental GT que vem em duas variantes, com e sem ABS, preços em R$ 23.000
e R$ 24.500 respectivamente. Aqui vai uma observação. Se a versão ABS das Classic adiciona R$ 1.000, porque a GT cobra R$ 1.500? A Royal Enfield poderia abater esses R$500 ou então elucidar essa questão. O modelo é o mais moderno da linha, e a referência visual é as super em evidência motos Cafe Racer. O motor sofreu algumas alterações sendo que possui 535 cc e rende 29,1 BHP, o restante da configuração é a mesma, 1 cilindro, refrigerado a ar com injeção eletrônica e um pouquinho mais de força, gerando 4,5 kgfm de torque e com um câmbio de 5 marchas. A partida é elétrica e a pedal, o peso, mais aliviado que as suas irmãs mais velhas é de 184 kg e o tanque apesar do desenho diferente tem os mesmos 13,5 litros.
Royal Enfield Continental GT
Nessa apresentação das motos, não pudemos andar nas mesmas, até porque isso ficará para a próxima semana e próxima matéria.
O foco aqui é entender o que a Royal Enfield veio fazer no Brasil, para isso, precisamos pensar em quem é o público da RE.
Vou botar meus neurônios deteriorados pra funcionar, se feder, me avisem. O público que a RE quer atingir não é o cortador de giro que acha que só moto 4 cilindros presta, também não é para o camarada que quer a moto apenas para trabalhar. Ainda podemos excluir aqueles que curtem um estilo de moto mais moderno, mas que vai querer trocar de moto em pouco tempo, visto que as motos de hoje ficam rapidamente datadas no quesito estilo. Exclui-se também os loucos por números de desempenho. Então quem resta? Ora meus céticos, sobra uma boa parcela de gente que quer ter uma moto de média cilindrada mas que não se importa com números, na verdade pessoas que querem uma moto tão fácil e amigável de pilotar quanto uma 150 cc, mas com potência suficiente para deslocamentos urbanos e pequenas distâncias de uma cidade a outra, mas que não seja confundida com nossas onipresentes utilitárias. Uma moto de tamanho mais imponente que uma pequena cilindrada e estilo atemporal. Vendo o número de pessoas que gostam de estilos retrôs e em como as fabricantes estão investindo em modelos cafe racer, scramblers e bobbers, não há dúvidas que existe demanda para as motos da Royal Enfield.
Os 3 modelos acima, exatamente nessas cores já estão prontas para os Test Rides
Para entenderem isto, é preciso andar na moto e a Royal Enfield tem estes 3 modelos acima e um pouco mais de 20 outros já emplacados em sua boutique para que todos possam fazer um Test Ride e entendam qual a filosofia dessa moto. Vi as motos, são bonitas, com estilo de sobra pra se diferenciarem e chamar atenção por onde passarem. Não é uma moto pra correr, mas sim desfilar.
Continental GT, minha preferida
A loja é bem legal, tem aquela inspiração Deus Ex Machina, com equipamentos de proteção e estilo muito bonitos. Capacetes, jaquetas, carteiras, camisas e camisetas, entre outros itens.



Continental GT verdinha, reparem que essa está com espelhos ponta de guidão
Cláudio Giusti, nos contou na coletiva, que a Royal Enfield trouxe uma extensa gama de peças de reposição que ficam em grande galpão, além de uma parceria relacionada a manutenção. Por fim, a garantia das motos é de 2 anos sem limite de quilometragem.

Para finalizar, espero que a estratégia da Royal Enfield seja acertada e que façam um grande sucesso no Brasil. Quanto mais players no país, melhor, principalmente para nós, consumidores!

Um agradecimento especial ao Leandro Cervantes e Pedro Carnachioni da CDI Comunicação Corporativa que fez o convite para a coletiva de imprensa e para o test ride.
E um segundo agradecimento ao Douglas Studzinski que me colocou nessa missão "difícil"...













sexta-feira, 14 de abril de 2017

Provável lançamento: Husqvarna Svartpilen

Essas moto "conceito" já não são novidade, mas os principais revistas noticiam o lançamento da versão scrambler das Husqvarna.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Scrambler 450 - Legnar Concept

A CB 400/450 é uma queridinha para se customizar aqui no Brasil e quando alguém pensa em customizações para ela, o mais comum é um projeto Cafe Racer ou Brat, fato que se comprova com uma breve pesquisa aqui no Garagem Cafe Racer e no Google.
Renato Rangel por profissão não é um customizador, este não é o seu ganha pão, mas como alguém que já está no décimo projeto, este que vos apresento, ele pode com certeza se gabar de que "manja dos paranauês". Ele possui uma oficina, a Legnar Concept que fica em sua casa e já fez projetos de mini chopper, cafe racer, etc, isso nos finais de semana e nos dias e noites de folga. Quem ama esse mundo se vira nos 30...
O projeto dessa scrambler foi construido para o filho do Renato, logo, a responsa era grande. A ideia inicial era uma Brat, mas o pai convenceu o filho de que uma scrambler era mais prática para o dia a dia.
Já bati nessa tecla em outras matérias e aqui temos mais um exemplo de como planejamento é essencial, foram adquiridas duas motos, uma Honda CB 450 e uma Sundow STX 200 Motard que serviu de doadora da suspensão invertida, rodas, freios e guidão. Os documentos da CB estavam comprometidos e a customização só começou após a regularização dos mesmos, isso em janeiro de 2017. Enquanto a documentação não saía, peças eram compradas do Brasil e do exterior.

A parte traseira do quadro, aquela chapa feiosa do mesmo foi limada e no lugar foi feita uma estrutura tubular que serviu como apoio do banco obviamente. As novas linhas do subchassi me lembraram desde a primeira vez que vi esse projeto, os da Honda CX500. O amortecedor de Suzuki Yes com reservatório foi instalado em um novo ponto de fixação, mais inclinado. Ainda sobre o banco, o mesmo recebeu uma espuma de alta densidade, revestida de plástico e por fim couro legítimo. O paralama traseiro assim como o dianteiro foram feitos a mão com madeira compensada. A madeira acompanha as linhas do subquadro e recebeu 7 demãos de verniz fosco.
O tanque é o muito usado de Honda ML com alterações no formato, tampa e torneira. O mesmo foi pintado com tinta poliéster bege e o acabamento em verniz fosco  com adesivos personalizados, e por dentro foi aplicado tinta resistente a corrosão. Uma nova caixa para a bateria foi feita e fica após a "espinha" do quadro da CB.

A suspensão da STX foi adaptada na CB, assim como a roda traseira que usou um eixo especial e o freio traseiro da Motard fechou o pacote traseiro. O paralama dianteiro sofreu o mesmo processo do traseiro já explicado acima. O motor e quadro foi pintado com preto vinílico, tinta esta que é resistente a altas temperaturas e a gasolina, e várias outras peças foram pintadas com preto epóxi ou com preto eletroforese, produto resistente a riscos.

Os pneus são Metzler Karoo 3, sendo 130mm na dianteira e 150mm na traseira, ambos de 17". 
Manoplas revestidas com o mesmo couro usado no banco e com o logo da Legnar Concept e a inscrição "Scrambler". Parafusos em inox usados em 90% da moto para fechar o projeto e voilà, quase tudo pronto!
Como diz o ditado: "se quer algo bem feito, faça você mesmo", obviamente esse ditado só vale para quando a pessoa entende do negócio. E lembrei dele por conta do fato de que Renato terceirizou a elétrica e foi essa a única dor de cabeça do projeto, uma vez que a moto tinha uma data para ser entregue já que o filho dele só veria a scrambler quando a mesma tivesse pronta.
Para a felicidade de ambos, no dia da entrega a moto ficou totalmente pronta e pela foto acima dá para ver a felicidade do filho e o orgulho duplo do pai, pela moto e pelo filho.
Tem presente melhor que esse amigos? Me digam vocês, mas eu iria adorar receber um presentão desses!
Essa scrambler baseada em uma CB 450 ficou um projeto bastante exclusivo, com um cuidado especial nos detalhes. E mesmo depois de entregue, como todo perfeccionista, o Renato quer já trocar farol e velocímetro por peças ainda melhores e exclusivas. Sabem como é, nenhum projeto acaba realmente...

Contato Legnar Concept

(16) 99112 3999
www.facebook.com/legnarconcept




segunda-feira, 10 de abril de 2017

CB 450 Cafe Racer - Wolf Motorcycles

Hoje vou começar pela cereja do bolo. Que conjunto de rabeta/lanterna espetacular que o Danilo Bona realizou nesse projeto. Uma legítima Cafe Racer.
O projeto consiste num "amado" tanque de Turuna 83 com um bom retrabalho no chassis, que como manda a regra clássica das Cafe Racers, mantem a base do tanque e o acento alinhados. Esse retrabalho é o ideal a se fazer, apesar que sempre é necessário um bom estudo de ergonomia, pois as vezes a posição de pilotagem fica um desastre. Mas no caso dessa moto, acredito que esteja de acordo.
Pela cara de felicidade do Danilo, a posição de pilotagem está ok! Pelo menos para trechos curtos!
Gostei bastante do escape, que foi confeccionado pelo Danilo e segue com a inusual saída pela esquerda. Outro destaque é o conjunto roda e pneu, que se manteve o original da CB 450 em suas medidas. Porém como você pode ver, as rodas são raiadas. Os cubos são o de XRE 300 na traseira e um cubo exclusivo foi feito pela Wolf para a dianteira. 
Para encerrar, os freios usam as pinças da CB 450 e tem discos de 290mm. Na traseira, o conjunto de freios é o da XRE 300. Com certeza um dos pontos fracos da CB 450 foi corrigido com essa configuração.
Nesse projeto foram usados acessórios importados, como painel e amortecedores, mas que felizmente tem custos bem acessíveis. Fica a dica para um bom upgrade no projeto sem gastar rios de dinheiro.
Com certeza esse é um projeto como pegada mais contemporânea, mas que é uma legitima Cafe Racer!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Cafe Racer da Manhã


segunda-feira, 27 de março de 2017

Cafe Racer de fábrica com Honda CG 125 1980 - Fernando Casado

É muito comum ouvirmos e/ou lermos "essa moto é nível gringo" quando falamos de motos customizadas.
Pois bem, aqui vai um projeto que estabelecerá um novo padrão de qualidade, que servirá para os gringos dizerem "Uau! Essa moto é nível brasileiro!".
Mas vamos contar a história desse projeto antes de qualquer coisa. Fernando Casado, estudante de design de produto da Universidade Estadual de Maringá tem uma paixão por motos e curte customização, logo, é de se esperar que esse bichinho começasse a morde-lo.
Você está fazendo um curso que lhe dá acesso a um laboratório de prototipagem e quer construir uma Cafe Racer, o que faz então?! Óbvia essa resposta, não?!
Então em 2015 o projeto começa, com algumas diretrizes, como ser um projeto reversível e ter proporções corretas.
A moto escolhida foi uma Honda CG 125 1980, a nossa guerreirinha, moto durável, econômica, de fácil manutenção, que tinha detalhes como o tanque que agradam o Fernando e com um detalhe que poucos enxergam por incrível que pareça, um quadro extremamente amigável, que com um ótimo trabalho, não precisa de nenhuma intervenção. Esse detalhe merece um parêntesis, ouço e leio muito essa discussão descabida sobre "mete a serra" versus "deixa ela original". Isso não precisa ser uma discussão quando o projeto é muito bem pensado como essa CG 125 foi. A moto não precisa de modificações porque o seu quadro assim como a maioria de suas contemporâneas eram retos, o que facilita projetos como esse. Já motos modernas, mesmo as pós anos 70, são poucas que consegue-se um resultado acima da média sem que tenha o chassi retrabalhado.
Após decidido o caminho a seguir, e adquirida a moto, era hora de colocar a mão na massa. Para isso, peças importadas foram compradas e outras fabricadas no laboratório já supracitado.
Peças como uma tampa de carburador que foi feita em impressora 3d com a inscrição “café racer 1980”, banco em fibra de vidro com espuma injetada e couro recobrindo tudo, farol auxiliar olho de boi com soquete e lâmpadas trocados e lente pintada em verniz vitral vermelho, suporte em metal para chave e velocímetro feito em chapa de metal, suporte de placa e lanterna fabricados em aço.
Toda a fiação da luz de freio foram inteligentemente passadas por dentro da capa da corrente, dessa forma nenhum fio ficou a mostra. Para a fixação do para-lama traseiro foi feita uma peça encaixada no furo traseiro do quadro, e no centro dessa peça o para-lama foi parafusado no furo original onde passa a fiação para luz de freio, dessa forma não foi feito nenhum tipo de furo no para-lama preservando a originalidade da peça. Normalmente não gosto de paralamas grandões na traseira, mas o resultado final me agradou.
Setas bullet, farol de intruder, olho de gato da ml 125, mangotes de colheitadeira que serviram perfeitamente nos amortecedores, manoplas old school, velocímetro old school cromado, capa da corrente cromada da CG 1990, quadro elástico (balança) de CG 1990 que é 6 cm mais longo, par de relógios presos no guidão estilo morcego (um para hora e outro termômetro de ambiente), friso cromado em forma de U para acabamento na base do tanque e escapamento megafone, completam a atenção aos detalhes.
Fernando tinha em mente fazer uma Cafe Racer como se a mesma tivesse sido projetada pela própria Honda em 1980, por isso, pintura e grafismos, detalhes em cromo e as próprias peças de customização que remetem a época foram mantidos e embelezam a moto.
Tudo foi feito de forma que a estrutura original fosse mantida intacta, portanto, muitas das peças vistas nesse projetos são removíveis apenas desaparafusando-as, assim a moto em poucas horas volta a ser a CG original de sempre. Mas vendo esse projeto, alguém pensa em voltar ela ao original?!
Algo que o Fernando preza são as proporções como já mencionei nos primeiros parágrafos, mas entre querer algo e saber fazer algo, pode haver um abismo, mas que graças a São Soichiro Honda, isso aqui não ocorreu.
As proporções são extremamente bem acertadas, tudo parece ter sido pensado como se fosse fabricada nos anos 70/80.
Mas a peça que mais me chamou a atenção e que denota que essa moto não é original é sem sombra de dúvida o conjunto rabeta/banco. Que peça maravilhosa! Suas linhas, proporções junto com o grafismo da Honda a tornam uma peça digna de exaltação.
Trabalhar com essa CG despertou em Fernando uma paixão ainda maior pelas motos e pela customização e portanto até 2019 mais dois projetos podem aparecer, uma outra Café Racer e uma Bobber.
Para finalizar, na minha humilde opinião, essa longa espera valerá a pena. A primeira moto já é um arrasa quarteirão, imaginem o que podemos esperar para o futuro?!
Agora, Honda do Brasil, que tal contratar o Fernando Casado, hein?! #ficaadica!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Honda CL 250 Mokka 03 - Mokka Cycles

A Mokka Cycles, de Budapeste na Hungria tem projetos muito interessantes e de excelente bom gosto.
A moto de hoje é uma Honda CL 250, a terceira moto que eles produziram.
Não vou destrinchar todos os detalhes até porque pelas imagens dá para ver as diversas mudanças feitas.
Apenas observem e se inspirem!









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