sexta-feira, 2 de maio de 2014

Sexta Insana: CB 750 by Sampo

Há algum tempo eu já tinha visto uma foto dessa bela moto perdida pela internet e a mesma tinha me chamado a atenção, mas não tinha as referências da mesma. Até que ela apareceu no Bike Shed e agora vai figurar aqui na Garagem pelo seguinte motivo: Lá fora, as CB 750 do início dos anos 80 são consideradas "patinhos feios". Mas essa moto é uma Cafe Racer que esbanja personalidade sem depender de acessórios caros ou supermodernos. Pode ser chamada de Cafe Racer, mas não nega a sua origem dos anos 80. Eu gosto muito disso.

O projeto é bem simples: O tanque foi "amassado", a rabeta é de fibra, a ignição é eletrônica, um ajuste na suspensão e a carburação foi afinada para funcionar certinho com os novos filtros e escape. O detalhe mais elaborado é o belo painel. 
É uma moto que não agradará há alguns, pelo relativo desleixo, mas para mim a mensagem é: "Larga de frescura e vamos rodar". E você, o que achou?

6 comentários:

  1. Cara gostei muito dessa moto!
    E o interessante é que a simplicidade das modificações deram um resultado muito bom.
    Mais um exemplo de como podemos fazer nossas máquinas sem ter que desembolsar grandes valores, principalmente tendo em vista a dificuldade de acesso à peças para customização no Brasil!

    Parabéns!
    Abraço.

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  2. Uma coisa que sempre "bato na tecla" é a questão da harmonia como elemento de beleza.
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    E é esse ponto que me desagrada nessa moto. A desarmonia entre rabeta e tanque. A rabeta é toda redondinha como se fosse de uma moto dos anos 60 ou 70 já o tanque tem curvas bastante fechada, quase vinco o que condiz com uma moto dos anos 80 e 90. Então há grande desarmonia entre duas partes que compõe o corpo principal da moto. A "roupagem da moto", digamos assim.
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    Outra coisa que me desagrada e a cor preta na rabeta. Não sei... talvez porque hoje os fabricantes façam assim e isso seja quase que uma moda... e moda é foda!
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    Bom, frescura ou não, não abro mão dos meus gostos e convicções.
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    Não digo que a moto é ruim, longe disso. Percebe-se que se trata de um belo trabalho. Feito com muito esmero. O suposto desleixo é mais que proposital. É o desleixo proposital de um trabalho bem feito.

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    1. A questão que sempre me incomoda também é a harmonia, como você disse. Parece que por a maioria das cafés dos anos 50-60 terem uma rabete redonda, ela deve ser sempre aplicada. A menos que se esteja fazendo uma réplica de alguma moto de época, eu acho que a "regra" deveria ser a harmonização do conjunto. Eu sempre procuro referências da cb400 four, e é difícil encontrar projetos legais dela, ou porque a rabeta é redonda (e o tanque bem mais quadrado), ou porque ela é grande demais..

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    2. Concordo com vocês, a conjunção entre rabeta, banco e tanque faz muita diferença, ou para o bem ou para o mal. Algumas pessoas fazem um corte seco na transição da rabeta para o banco que prejudica a harmonia, neste caso eu gostei da solução, mesmo que ele não tenha escolhido bem o material e acabamento do banco e conjugado a superfície entre tanque e rabeta, contudo eu penso que apenas trocando o tanque para o da Cb 750k4 mudaria o aspecto.

      Alias, é diferente o "desleixo" proposital e até personificado, como nessa CB 750K6 azul http://www.garagemcaferacer.com.br/2014/01/detalhes_28.html, quanto à desarmonização desta.

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