quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Apresentação: Ducati Scrambler

Como tenho falado há tempos, a onda Cafe Racer e de motos "descoladas" tem de fato atraído a atenção dos fabricantes, sendo que pipocam lançamentos com pegada retrô e despojada. Alguns já foram tema aqui na Garagem: A BMW Nine T, a Royal Enfield Continental GT, as Mash 125, a Sym SB 300 e mesmo as conhecidas Triumph Truxton, Guzzi V7, Kawasaki W 800, Honda CB 1100 e a  XJR 1300, que agora foi oferecida em versão Cafe Racer e que em breve falarei mais sobre. Agora é a vez da Ducati, que tinha apenas a tradicional linha Monster, aposta numa moto mais leve, despojada, barata e com visual retrô, buscando atrair um público muito importante. Mas antes de falar sobre isso, peço que assista o vídeo a seguir.

Se você observar bem, esse vídeo se parece muito com o que é feito por customizadores, marcas de roupas, etc: A ideia a ser passada é de diversão, momentos bacanas ao ar livre, ser cool, etc. Isso é muito atraente par o público jovem, que é uma parcela muito almejada pelo marketing das fabricantes de motos pelo seguinte motivo: A partir do momento que você compra sua primeira moto, a chance de você comprar outro modelo da mesma marca é muito grande, e só aumenta com o passar dos anos. Por isso dessa perseguição recente dos fabricantes por modelos com pegada retrô e altamente customizáveis. Agora veja o vídeo a seguir, onde é mostrada parte da equipe que ajudou a desenvolver a Scrambler que você entenderá o que eu quis dizer
Resumindo o aspecto mercadológico: A Scrambler é uma moto de entrada da marca, do tipo "pau pra toda obra"  e busca ser a primeira moto de muitos, pois lá fora é normal começarem com motos com cilindradas altas. Um detalhe interessante é que as revisões devem ser feitas a cada 12 mil km, o que é uma bela marca e que custará pouco LÁ FORA, pois a ideia é atender um público que gasta com moda, gastrômia, shows, etc e tanto aqui como lá, ainda não está no seu ápice salarial. Aqui, a previsão é que seja a moto mais em conta da linha, mas custará mais de 30 mil reais.  Bem agora vamos falar sobre a moto em si.
HISTÓRIA:
Da mesma forma que A Royal Enfield Continental GT, a Scrambler foi inspirada no modelo homônimo da marca que foi produzido em especial para o mercado americano entre 1962 e 1974, teve motores com tamanhos que variavam entre as 250cc e 450 cc e agradava pela dirigibilidade. 
Veja a semelhança nos detalhes entre ela e o modelo atual, como o tanque, guidão, etc...
Se percebe que só de olhar, que a velha Scrambler devia ser uma delícia a rodar, pela posição agradável de pilotagem e por ser pequena, coisa que a atual ao menos na teoria busca ser.
TÉCNICA:
Ainda são um pouco escassas as informações sobre o modelo, mas vamos lá: A moto em todas sua versões tem o motor que deriva da Monster 796: Tem dois cilindros de 803 cm³ desmodrômico 11°, refrigerado a ar, com potência de 75 cavalos a 8.250 rpm e torque de 6,8 kgfm a 5.750 rpm. O câmbio é de seis marchas. A potencia não é lá essas coisa, mas a moto promete ser divertida e torcuda, e principalmente por ser pequena. Veja nessa foto retirada do G1 e você vai entender:
A moto só de olhar parece ser daquelas que topam algumas farras, como os vídeos promocionais insinuam. 
A moto em si parece ser pensada para que o trabalho de customização seja facilitado, pois o seu chassi de aço é bem simples na parte posterior.
Modelo Icon
As suspensões aparentam ser das boas, sendo que são as suspensões são Kayaba: O garfo é invertido, tem diâmetro de 41 milímetros e atrás há um único amortecedor com pré-carga da mola ajustável. A moto conta com um curso de 150 milímetros nas suspensões. Os aros são de liga com de dez raios com diâmetro de 18 "na frente e 17" atrás. São calçados pelos novos pneus Pirelli MT60 de medidas 110/80 e 180/55. A moto no geral promete ser correta na ciclística. São 4 os modelos que serão oferecidos,  como sugere a imagem a seguir:
O modelo Icon é o primeiro a ser lançado. Depois virão o Urban Enduro, que tem apelo mais off road, a Full Throttle, que é a versão mais esportiva ( e cafona) e a Classic, que é a mais charmosa na minha opinião.

Falando em opinião, no geral achei o projeto em si muito bacana, apesar que confesso: não me apaixonei pelo modelo, em grande parte, pela traseira meio desengonçada em relação ao resto da moto. Mas aposto que em breve o pessoal vai passar a serra e nasceram diversos projetos legais. Mas eu, ao entrar na concessionária Ducati, caso fosse comprar a moto, iria de Ducati Monster, sem nenhuma dúvida. As fotos e a ficha técnica retirei do site italiano Motoblog, que faz uma analise sobre a moto.

4 comentários:

  1. Estou dividido quanto ao aspecto visual dessa moto.
    Mas não deixa de ser uma ótima inspiração para projetos variados.
    Além de como você disse Douglas, é uma base ótima para mexerem.

    Ass.

    Reginaldo Tenório, o belo.

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  2. Só um detalhe: os "novos" pneus Pirelli Mt-60 não são tão novos assim. O modelo MT-60 é beeeem velhinho (Tem pelo menos 10 anos de mercado).
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    Quanto ao desenho Eu tenho a opinião de que motos retro mono amortecida normalmente são feias. Exceto as softail, mas isso porque o braço oscilante normalmente é triangular imitando o chassi das hardtail. Ou seja, usam da modernidade mas mantém o desenho das antigas. Tipo, para essa moto (ducati) seria melhor se fosse bi shock a gás. Manteria o desenho retrô mas usando de recursos modernos.
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    Das três, a que mais gostei foi a primeira. A enduro urban.

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  3. Achei ela linda demais, a Urban Enduro pra mim é a mais bonita! Agora vamos ver a quanto ela vai chegar aqui no Brasil, acredito que ela vai ficar na faixa de preço da Sportster 883 e Bonneville...

    Marcio Vital bhriders.com.br

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  4. motocicletas da ducati sempre foram lindas mais essa superou

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