quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Filosofo de Cafe: E quando a crítica vem?

Depois de um tempo buscando novos questionamentos para essa coluna, numa conversa  com o amigo Reginaldo Tenório, que faz parte junto comigo da equipe de moderadores do Cafe Racer Brasil, surgiu uma observação bem interessante do nosso cotidiano.
Em geral quando um sujeito posta o seu projeto, no seu intimo o customizador espera elogios, pois a moto em si custou muito trabalho, tempo e grana, em geral sempre escassos. Mas por um motivo ou outro, as vezes esse não se dá conta que pode ter cometido alguns erros ou então não agradar a maioria do usuário por alguma decisão que tenha tomado.
A proposta até pode ser RAT ou mesmo mais tosca, mas por exemplo, esse projeto não foi feliz em sua concepção.
Mas ai que vem o problema: Por vezes o pessoal crítica com algum fundamento, mas as criticas não passam algo de construtivo. Ou por vezes se tem a única intenção de "trollar" mais um customizador. Mas sempre que realizarmos esse projeto, temos que estar de ouvidos abertos e prontos para levar alguma crítica e absorvê-la, julgando se a mesma é procedente e se vale a pena rever o aspecto do projeto ou se não é necessário. Diariamente vejo os mais diversos projetos, inclusive projetos de amigos e penso: Que merda!. Até dou algumas dicas e sugestões, mas nunca deixo de apoiar, pois no estamos apenas no início da cultura de customização Cafe Racer e é natural que erros ocorram, principalmente relacionado a proporções, acabamento e escolha de cores. E no final das contas, se o dono está feliz com a moto, é o que importa.
Eu não gosto desse projeto ai em cima. Mas se não me agrada, ao menos está bem executado e com personalidade.
E também é necessário saber criticar: temos que levar em conta a proposta e as condições onde o projeto a ser avaliado. Essa moto ai em cima não me agrada, mas se vê que é um projeto bem feito, então não cabe a crítica que não seja bem fundamentada, pois o cara sabia o que estava fazendo. E você, o que pensa a respeito disso?

9 comentários:

  1. Esse assunto é complicado, pois pressupõe alguma proximidade e gosto pelo design de forma geral, não apenas no que diz respeito a bikes. E daí, que voce pode até se inspirar em uma CR que lhe agrade aos olhos e coração, mas chegar lá muita água tem que rolar. Se for pra falar de design em uma CR é necessário pensar na noção de proporcionalidade do TODO e tem pessoas que tem mais facilidade pra "enxergar" as proporções que deixam as linhas mais agradáveis aos olhos de quem vê.
    Bem, uma coisa é falar sobre design, proporção, alinhamento, acabamento outro é discutir GOSTO ou ESTILO. Não há como comparar uma RAT com uma CR. Recomendo bom senso sempre que emitir opinioes ou sugestoes para os caras que tem os culhoes de fazer uma CR no Brasil. Entao qualquer cara que se meta a fazer uma CR, que me agrade os olhos ou não, dentro das proporçoes ou absurdamente fora, merece meu respeito.

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  2. Bom projeto este final, se não fosse essa balança traseira estaria melhor ainda.
    Bom trabalho o site Garagem vem fazendo, ainda não tenho minha Cafe Racer mais como sou um customizador de tudo que tenho em reve posto fotos da minha.

    VBA Projects

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  3. Como disse o Mario é complicado, mas vamos a algumas premissas basicas, sou meio purista com relação ao estilo, quando pesso em CR me vem a cabeça as motos inglesas do final dos anos cincoenta, logo nunca vou achar legal ou bonita uma cb400 com aquele caixao quadrado que chamam de tanque, muito menos uma roda de liga leve ou aluminio dos anos 80, pra mim tem que ter tanque redodondo e roda raiada como as motos originais, comecei meu projeto com um tanque de turuna alongado em 20 cm (achei muito quadrado) passei para um tanque de cb200 (achei muito pequeno) e agora cheguei no tanque que acho ideal o da cb360, aja paciencia, tempo e dinheiro, mas como dizem, tem gosto pra tudo...

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    1. Vicente, não é nem questão de purismo, mas neste caso em especial me referindo ao estilo CR que surge logo depois do fim da 2ª Guerra e, portanto com toda razao periodo a que vc se refere, nunca deixou de existir em terras europeias. Até porque se tem um povo maluco por motocicleta sao os ingleses e europeus de forma geral. Aqui no Brasil o estilo Cafe Racer é "novidade" e, de outra forma, o que não é surpresa pra ninguem são as customizaçoes dos socios dos MC's que sempre usaram as CBs 400/450 pra criar suas choppers, rats, bobbers e tal e coisa. Entao criou-se no ambiente das customizacoes que moto boa pra mudar é CBzão 400/450. Quanto ao uso dos tanques de aluminio, rodas de liga leve, tanque redondo serem imperativos na concepçao de uma CR daria mais um longo papo legal aqui, apesar de que tenho comigo que visual vintage se aproxima mil vezes mais quando usamos uma roda raiada.
      Abraços a todos

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  4. Para ser uma CR temos que ter elementos básicos, como guidoes baixo ou semi-guidão,banco com rabeta ou rabeta mais banco ter rodas raidas.Sim isto seria um histórico para uma CR, mas estamos num pais que as leis não lhe permitem aterações para realmente faser uma CR,entao toda e qualquer modificaçao para ter o seu sonho realizado, seja ele muito feio ou muito esquisito dou meu aplauso.

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  5. Difícil criticar algo genérico, fictício. Então vou criticar as três motos do exemplo (fotos). De cara a que mais agrada é a última por conta do trabalho bem esmerado.
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    Mas ela tem algumas características "ruim". Parece alta demais, suspensão dianteira alta. E a linha tanque rabeta (corpo) foge um pouco da horizontal. o guidão está acima da mesa. A roda traseira aparenta se muito pequena, essa proporção de roda caberia bem numa bobber.
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    Das característica que gosto numa cafe ela tem a "rabeta" terminando logo na vertical do pneu traseiro. Escape curto e minimalista.
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    Enfim, parece uma moto bonita. Faltou afundar a frente e jogar o guidão pra baixo.

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  6. A crítica é sempre algo muito delicado de se manejar, tanto quem emite quanto quem recebe, há de possuir largo bom-senso nesse ato. Em se tratando de "customização"(e falo não só de motocicletas, mas também em carros), o bicho pega. E pega por que carros & motos acabaram se tornando "extensões" de nossa personalidade, é uma forma de expressão pessoal, então, como bem levantado no artigo, a crítica além de muito bem fundamentada precisa ser dosada de acordo á quem a dirigimos. Sou purista na questão dos estilos, tanto em motos quanto em carros, acho que "misturas" raramente dão certo e acabam cedo ou tarde sendo refutadas até por quem as executa. Já quanto aos modelos, acho que qualquer moto ou carro tem potencial para receber uma customização, porém esta deva ser feita COMTEMPORIZADA ao desenho-base do carro/moto, por isso uma CB4centos não se adeque no estilo CR, bem como um GOL G6 não se presta á um estilo "speed" nem mesmo um "german-look".

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  7. Não podemos nos esquecer que a origem das cafe racers são as corridas. Hoje, no entanto, há mais preocupação estética do que qualquer outra coisa. Todos nós, apreciadores de motos, temos um ideal estético para as máquinas que desejamos e idealizamos. Mesmo motos mal cabadas (há até mesmo aquelas intencionalmente mal cabadas) que atendem a um estilo, quer nos agrade ou não. Para quem se interessa, há um vídeo do canal racer tv no youtube que demonstra a utilização da razão áurea em projetos de cafe racers e mostra que pequenos detalhes nas dimensões fazem a diferença. Mas uma coisa é ter estilo, outra bem diferente é parecer uma gambiarra. Na minha opinião (é só uma opinião) poucos projetos baseados em CB 400 ficaram bons. Só dois, pra ser exato. O primeiro e melhor de todos é do Thiago Vidal. Grande transformação. O segundo é a cicciolina, uma moto preta e dourada sobre a qual não sei muitos detalhes. Ambos os projetos, vistos aqui na garagem, revelam muito trabalho e transformações radicais, com resultados excelentes. A CB 400 em sua estrutura original não ajuda muito e precisa de muitas modificações para se tornar uma moto mais agradável aos olhos. Já a ciclística, aí é outra coisa...

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