quarta-feira, 25 de março de 2015

Filósofo de Cafe: Cafe Racer é modismo ou veio para ficar (2)

Como prometi há algumas semanas, o papo sobre a moda Cafe Racer segue. Nesse artigo do Filósofo de Cafe, quero tentar propor um questionamento do porquê de toda esse Revival.
Na verdade o Revival ou Revivalismo é um fenômeno que de tempos em tempos acontece na humanidade e que nos últimos anos, tem se mostrado bem presente: De forma muito resumida,se trata que em tempos de crises, tanto econômicas, como morais e de identidade do ser humano, é natural que este busque refúgio em hábitos, tradições e referências ao passado. No caso da moda, foi uma reposta aos padrões vigentes da moda e do consumismo, onde o pessoal buscava se diferenciar da massa.
Esse movimento é bem visível: Desde a música com acordes que lembram os antigos artistas, a moda, que usa elementos do passado, aos Hipsters que como o seus avós, mantem suas longas barbas em barbearias e fazem sua própria cerveja. Tudo isso é uma negação ao modelo atual da sociedade de consumo. E no nosso caso, é possível perceber que indiretamente essa função toda de ficar modificando motos antigas, deixando-as com visual ainda mais retrô acompanha essa tendência.
Como toda subcultura, o movimento Hipster nasceu como contestação, mas hoje se tornou da cultura de massa e as marcas da moda e mesmo os fabricantes de moto, se apropriaram dessa tendência, oferecendo diversos produtos para esse público.
Comercial do perfume "L'homme Sport" com o ator francês Olivier Martinez montando uma Vincent 1000.
Mas no caso da moda, o movimento Hipster já está em queda, sendo substituído pelo Normcore., que vem para contestar o movimento anteiror. Ou seja, ao menos na moda, essa moda retrô está em queda e mais cedo ou mais tarde, o hip vai ficar restrito a um pequeno nicho. Eu acredito que com o passar do tempo, as Cafe Racers e motos customizadas também vão sair do grande foco do mainstream.  Mas isso é só um palpite...

6 comentários:

  1. Realmente a tendencia natural é que a moda passe, mas creio eu que no caso das motos vai perdurar um pouco. Em tempos de crise mundia, convenhamos, é bem mais fácil um projeto de mecânica e ciclística simples e mais barato, ao menos em termos de construção, que um projeto repleto de tecnologias e custos para o fabricante(imagine p consumidor). Vide CB 1100, Kawasaki W800, Tryumph Boneville, entre outras. No Brasil um outro fator é que, para a maioria dos brasileiros(like me) é impossível ter uma moto "de respeito". Eu particularmente não gostaria de ser mais do mesmo, e este é um dos pontos negativos do modismo, por outro lado a moda pode fazer com que haja mais peças no mercado para os adeptos do estilo. Curioso é que o próprio Douglas nos contou que nos arredores do ACE CAFE em Londres, não viu tantas cafe racer como imaginamos. E olha que lá é o berço do estilo.

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  2. Tenho um apreço especial por tudo aquilo que foge ao mainstream, por isso escolhi uma café, para ser diferente, ter algo diferente, que atende ao meu gosto pessoal unica e exclusivamente, sem me importar com tendências ou gostos da maioria, aliás, até na música, quando algo começa a ser dominado pelas massas, perde um pouco do seu encanto, portanto creio eu que, ao menos com relação às motos, essas persistirão pois dificilmente as montadoras embarcarão com força nessa onda a ponto de massificar o estilo café.

    Apenas sigo tendências no trabalho, pq preciso ganhar o pão de cada dia... ;)

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  3. Talvés seja moda, e se ela passar, ainda assim alguns apaixonados pelo estilo não vão nem ligar pra isso, principalmente os que colocam a mão na massa por prazer, satisfação em ver o resultado final. Se alguém se identifica pela moda ou tendência, não há problema. O importante é a satisfação pessoal de cada um.
    O gosto é individual. Eu espero que perdure, eu me identifico.

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  4. Aqui no Brasil, modinha !!
    Países pela América Latina, é uma necessidade de customizarem sem querer e também adaptarem peças mais baratas e minimizarem as suas motos, transformando-as em CRs, BRATs..., sem querer. Devido a dificuldade de encontrarem peças originais e alto custo, colocando em prática a criatividade, sendo ela em qualquer tipo de oficina, que vão além das oficinas mecânicas de motos. A necessidade de rodar com adaptações, acaba virando um "estilo" e necessidade natural ($$$$$$$$). Já presenciei e usei (na Bolívia) uma boa quantidade de JAWAS, pela América Latina, principalmente na América do Sul, até mesmo usadas por entidades públicas, principalmente em áreas inóspitas.

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