segunda-feira, 1 de maio de 2017

Royal Enfield - Test Ride!

Spoiler: A Royal Enfield é uma moto divertidíssima!
Sim, já dei o veredito logo de cara, mas isso é mais o importante? Quando vemos um filme, na maioria das vezes sabemos que o mocinho vai vencer o vilão e ficar com a mocinha. Portanto, o que importa não é tanto o final, mas sim a jornada, o que acontece no meio que leva até a conclusão da história.
Então saber que eu curti muito a Royal Enfield é só uma pequena fração do todo.
Pilotos e motos a postos para o começo do Test Ride
Sem mais delongas vou lhes contar como foi a jornada a Terra Média... digo, a Serra Negra com as motos da Royal Enfield.
Representando o Garagem Cafe Racer e o Cafe Racer Brasil, dia 25 de abril de 2017 saí da Boutique da Royal Enfield no número 2070 da avenida República do Líbano, indo direto para o Hotel Histórico Fazenda Dona Carolina em Itatiba, interior do Estado de São Paulo onde as motos da Royal Enfield estariam esperando para o Test Ride, não só eu é claro, mas jornalistas, vloggers, influenciadores, etc.
O trajeto era de 70 km de ida e mais 70 km de volta com os 3 modelos da Royal Enfield disponíveis, lembrando; a Classic, a Bullet e a Continental GT.
Pareço até gente na bela Royal Enfield Continental GT vermelha
O destino era o Hotel Pousada Shangri-la, na Serra Negra.
Após uma breve apresentação, orientações de segurança, regras e itinerário, seguimos para o local onde as motos estavam nos esperando. Lá estavam 19 modelos divididos entre os já supracitados.
Como o nome deste blog já diz, era óbvio que parti direto para a Continental GT, a cafe racer da RE, e por acaso peguei a versão com ABS, algo que será importante frisar mais para frente nesse texto.
Comboio saindo do Hotel, 'bora pegar estrada e avaliar a moto.
Caju da FF Motorcycles esmerilhou a Bullet pra testar a resistência da danada
A altura da mesma é boa, mesmo eu possuindo a estatura do Homem Formiga. Sim deu pé, ainda que levantando os calcanhares, mas aqui vale uma observação, tenho 1,66m e haviam outros ali que tinham a mesma altura, mas não só isso influencia em tocar o chão, mas também a grossura das pernas, essas mesmas pessoas com a mesma altura, tinham mais facilidade em tocar o chão pois suas pernas eram mais finas. As minhas coxas de ciclista não facilitaram minha vida.
Além disso, meus braços são como os dos Tiranossauro Rex, curtinhos, então fiquei no limite para segurar os semiguidões. Ficou desconfortável? Não, mas vale a observação.
Posição na Classic é ereta e confortável
Como estavamos em comboio, obviamente que não havia muito espaço para esticar com a moto, mas de qualquer forma, deu para brincar e experimentar a aceleração que era muito boa.
Um receio que tinha era quanto ao câmbio, não por ter ouvido falar algo de ruim ou qualquer coisa do tipo, mas sim porque a pouco mais de um mês fui atropelado por um ônibus quando andava de bike (calma, calma, o ônibus passa bem) e meu pé esquerdo ainda dói da pancada. Mas felizmente o câmbio é uma manteiga e passar as marchas foi tranquilo e nem lembrei que meu pé doía.
O torque da moto é ótimo, forte mas sem dar sustos. Como todos já sabem, não é uma moto que prima pela cavalaria mas que tem força para ultrapassagens com segurança.
Como a Continental GT é uma Cafe Racer, os semiguidões, ainda que fiquem acima da mesa e não fixados direto nas bengalas, cansam um pouco as mãos devido a posição mais avançada.
As pedaleiras também são levemente recuadas em relação aos outros dois modelos.
Uma sequência de aclives cheios de curvas serviram para testar a qualidade do chassi e dos freios e os dois passaram com louvor. A ciclística é bastante acertada e a moto é muito fácil de levar.
Chegando ao nosso destino, fizemos uma parada para fotos, almoçar e dar aquela esticada básica de pernas.
Royal Enfield Classic, a bela cromada sofre nessa poeira...
Na volta, peguei a Classic cromada que estava de olho desde que a vi no início do dia. Não sou um fã de cromados, mas essa moto toda cromada com faixas pretas eu tive que dar o braço a torcer, é linda! E pra mim, é um dos modelos mais interessantes para customização. Dá pra fazer miséria com ela, pode confiar! O trecho que rodei com a mesma foi curto e logo peguei a Continental GT novamente, só que desta vez na versão preta, também com ABS.
No começo do texto disse que o ABS da Continental GT seria importante, lembram? Pois bem, estava eu me divertindo, descendo por diversas curvas a 80 km/h, a moto é tão fácil de levar que acabei me empolgando demais e perdi o ponto da curva, erro crasso meu. O resultado foi positivo graças aos ótimos freios com ABS. Portanto, se você é um piloto novato ou mesmo um piloto experimentado que quer se divertir sem sustos, vai de ABS.
Túnel de Bambu em Morungaba
Após esse susto, voltei a pegar a Royal Enfield Classic, agora na versão azul fosca que também é muito bonita. Com ela rodei por volta de 50 km até o destino final.
A Classic é um pouco mais baixa, então facilita para nós que não fomos agraciados pela genética com a estatura do Kobe Bryant.
Na primeira Classic notei que o motor tinha uma batida irregular, já na segunda que estava com mais quilometragem, não senti isso e foram 50 km muito gostosos de rodar em velocidade que chegaram a 145km /h no velocímetro.
A posição de pilotagem é mais ereta, com os pés mais avançados que na Continental e com o braços mais relaxados. Definitivamente, na cidade e na estrada em viagens mais longas ela cansa menos que a mais racing GT.
A Continental GT negra o o piloto tarja preta...
Agora, vamos falar sobre a vibração. Em nenhum momento a vibração do motor monocilíndrico me incomodou, mas os espelhos retrovisores tremem bem em velocidades acima dos 70 km/h.
Sobre o acabamento das motos, das 4 unidades que andei, apenas um deles notei alguns problemas. A Continental GT preta já tinha a tinta das letras do miolo de ignição descascadas. Além disso, o velocímetro e contagiros, assim como as setas dianteiras deixaram umidade entrar. São coisas simples, que podem ser facilmente corrigidas.
No fim do dia, a sensação que ficou foi de que as motos são extremamente divertidas, gostosas de rodar e uma opção muito boa principalmente para aqueles que não tem tanta experiência com motos e não querem andar nessas motos comuns que vemos todos os dias em nossas ruas, utilitárias e nakeds com visual que fica rapidamente datado, cheias de plástico. São motos com cara de moto, bonitas, com força suficiente para rodar tranquilo na cidade e em viagens sejam elas curtas ou longas.
E o comboio segue feliz e faceiro para o fim de um ótimo dia
Após dizer então que adorei as motos e recomendo-as a pergunta final seria... dos três modelos, qual eu escolheria? Bem, não é uma pergunta fácil de ser respondida, a Bullet além de ser a mais barata, (18 mil) também é a mais racional estilisticamente, olhando pra ela, vejo facilmente customizações brats ali. A Classic, já é superestilosa, chama atenção de longe com seu visual do começo do século passado. Com certeza é uma moto de torcer pescoços e também pode ser customizada de forma bastante pesada ou deixada original, tanto faz, é linda (Royal Enfield, aceito a cromada, obrigado). Já a Continental GT, essa é uma moto excelente pra cidade, pra se divertir na estrada e também em pista. Lembrando que ela cansa um pouco por conta da posição mais racing, mas não é nada absurdo. Ela não tem velocidade final pra concorrer com motos acima de 300cc, mas tem um torque muito bom e um comportamento dinâmico que pode ser uma escola para quem não quer se aventurar ainda em motos assustadoramente super potentes e super caras. E claro, tem esse visual cafe racer sem gastar um centavo a mais. Mas se o feliz proprietário quiser, há muito espaço pra brincar e deixa-la com sua cara.
Mas como o nome desse blog não nega, a minha inclinação ainda é a cafe racer da Royal Enfield e a Continental GT foi a que eu mais curti pilotar.

7 comentários:

  1. Aparentemente, desta vez, elas vieram pra ficar. Tirando aqueles super críticos de internet que nem viram a moto de perto ainda, vejo que a maioria do pessoal gostou, assim como eu. Espero ter a chance de pilotar uma delas pra sentir esse gostinho. Continuo gostando de motores maiores, mas pra quem ja andou de Biz, reclamar pra quê. kkk

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    1. O importante é entender a proposta da moto.
      E sim, faça um test ride, duvido não curtir a bichinha.

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  2. Muito legal seu relato, Reginaldo! Um prazer conhecê-lo lá no test-ride e bom saber que não teve gravidade no susto da curva. Também fiz minha avaliação e postei no site www.elbando.com.br e no fb.com/jornalmotoinformativo.

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    1. Opa Bressan! Super prazer te conhecer.
      Seu conhecimento e experiência me inspiram!
      Muito obrigado e com certeza vou acessar os links e ler.
      Grande abraço!

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  3. Olá amigos!!fiquei muito feliz em saber que a Royal veio para ficar e assim espero,embora não tenha tido a oportunidade de fazer test ride,essa marca sempre me chamou a atenção e me encanta pelo estilo retro que tanto aprecio e nós riders brasileiros(que gostamos do estilo) estavamos precisando de uma novidade como essa mas sem os angulos retos plastificados.Parabéns aos idealizadores que tomaram a decisão de trazer esse ícone para o Brasil e o mais importante com preços acessiveis aos consumidores que não possuem um caminhão de dinheiro para pagar por outras marcas recentes, que prometiam no começo mas que agora subiram os preços absurdamente.Eu já tive HD no passado mas agora a situação mudou e felizmente mesmo com a crise,algo de muito bom acontece...."Vida longa as Royal Enfields no Brasil"

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  4. Incrível essa experiencia tenho uma Suzuki Moto e já andei já viajei várias e várias vezes com ela melhor moto para de aventurar

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  5. Gostaria de saber se você acha que essa moto será de fácil comercialização depois de um tempo tenho receio de comprar uma e perder muito o valor quando for vende lá pra uma possível troca.. obrigado

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